O luto dos oceanos: Maré Negra

Infelizmente nossa civilização não pode viver sem energia. Quisera todos pudéssemos nos alimentar, nos mover, nos vestir sem danar o ambiente. A poluição do ambiente é um problema que, ao meu ver, não cessará até que a última árvore seja cortada e as últimas reservas esgotadas. Por melhor e mais honesta que seja nossa consciência, todos estamos envolvidos no ciclo da poluição.

O que vem ao caso agora é a poluição dos oceanos, a perturbação dos ecossistemas aquáticos por conta de derrames de petróleo.

Conhecido por alguns como “Maré Negra”, o derramamento de petróleo é um caso de poluição muito difícil de ser contido. O petróleo, apesar de suas propriedades “benéficas” para a economia e o desenvolvimento industrial, é uma substância extremamente tóxica que causa danos sérios aos animais que são afetados e à população que vive de recursos marinhos.

Como ocorre?

A extração do petróleo oceânico é feita por meio de aparatos instalados em plataformas, fixas ou móveis, que bombeiam o petróleo para navios ou oleodutos. O derramamento ocorre quando há falhas nos equipamentos, falha humana na operação dos equipamentos, embarcações despreparadas e acidentes nas plataformas de operação. Em ocorrências como essas, quantidades enormes de petróleo são lançadas ao oceano, formando manchas escuras que se espalham movidas pelas correntes de ar e correntes marítimas. Essas manchas impedem a passagem de luz , afetando a fotossíntese de algas e plâncton, e a troca de gases entre a água e o ar.

O que acontece com a vida aquática?

Flora e fauna aquática são afetados. Os organismos fotossintéticos são afetados pela ausência de luz. Os peixes, quando entram em contato com o óleo, morrem por asfixia, pois este impregna nas brânquias e os impedem de respirar. Os mamíferos marinhos ficam incapacitados de manter a temperatura corporal e acabam morrendo de frio. As aves marinhas se intoxicam e ficam com as penas cobertas de óleo, o que as impede de voar e regular a temperatura corporal e acabam morrendo por esses fatores. Uma vez na cadeia alimentar, o petróleo migra de indivíduo para indivíduo, deixando um rastro de intoxicação.

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Como se retira esse petróleo do oceano?

A utilização de produtos químicos que promovem uma dissolução mais rápida do petróleo é o método mais usado. Esses dissolventes fragmentam a mancha em pequenas gotículas, que se misturam na água e são absorvidas com mais rapidez. Outro método, não tão utilizado, é o uso de agentes biológicos. Isso funciona da seguinte forma: fertilizantes com fósforo e nitrogênio são espalhados ao redor da mancha e também na costa. Isso promove o crescimento de microrganismos que irão degradar o petróleo.
No entanto, pesquisadores brasileiros descobriram um método simples e eficiente de se retirar o petróleo da água. Baseia-se em jogar sobre a mancha de petróleo glicerina de biodiesel em pó. O petróleo absorve esse pó e se transforma em uma massa plástica. Para cada 1 tonelada de glicerina, 23 toneladas de petróleo são retiradas da água. Esse método foi utilizado no acidente no Golfo do México, em abril de 2010.

Solução par ao problema?

Acidentes e incidentes não podem ser previstos, mas podem ser prevenidos. Uma fiscalização mais dura em cima das empresas petroleiras para um melhor controle de qualidade e segurança é o que se pode fazer para prevenir eventos como este. Apostar em uma capacitação mais eficaz nos operadores de maquinaria também é uma boa estratégia.
Com responsabilidade e prevenção esse tipo de evento pode ser evitado

Leia mais em Abril e em Grupo Escolar

Sobre Anita Burgan

Anita Burgan é uma bióloga que continua a cada dia mais fascinada com esse mundo que nos cerca. Gosta de escrever sobre aquilo que lê diariamente, principalmente assuntos relacionados à biologia e ao meio ambiente. Fã de uma generosa caneca de café (misturado com água, [estranho hábito que seus amigos reprovam]), de bons livros e de conversas aleatórias. Possui peculiaridades, como medo de louva-a-deus, adoração por pipoca com chocolate, além da capacidade de imitar a Marília Gabriela!

Publicado em abril 30, 2013, em 4 a Better World e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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