Um híbrido letal: O mortal vírus da gripe criado pelos chineses

Nessa era de super-vírus e super-bactérias a ideia de uma super-arma-super-biológica não é assunto de filmes de guerra, ficção científica, de apocalipses ou de tentativas de tomar os EUA atacando a Casa Branca e dizimando a população norte-americana com uma arma biológica mortal! Cada dia mais está próximo de uma realidade.

Um grupo de pesquisadores chineses fizeram um experimento, combinando o letal vírus da gripe aviária H5N1 (que não é transmitido facilmente) e o vírus da gripe suína H1N1 (facilmente transmissível entre humanos).

Mas o que eles fizeram?
Eles infectaram uma única célula com ambos os vírus, onde se fundiram e assumiram uma nova característica. Esse tipo de situação ocorre naturalmente, e é o que pode ocorrer na natureza sem a intervenção de nenhum ser humano.  Com a capacidade letal do H5N1 e o potencial de infecção do H1N1 esse vírus torna-se mortal.

E porque fizeram?
Segundo a pesquisadora Hualan Chen esse experimento demonstra que o H5N1 pode se tornar facilmente transmissível entre os seres humanos ao se combinar com o vírus influenza de humanos. “Isso nos mostra que devemos dar mais atenção ao surgimento na natureza de tais vírus transmissíveis entre mamíferos para prevenir uma possível pandemia causada por vírus H5N1″.

Foto: Gizmodo

Críticas
Uma “terrível irresponsabilidade”. É essa a definição atribuída à atitude dos pesquisadores chineses. Não é por menos que esses pesquisadores chineses foram bombardeados de críticas. Publicadas no The Independent, cientistas seniors atacaram a intenção da pesquisa, pois, segundo eles, essas cepas poderiam escapar do laboratório e causar uma pandemia global, matando milhares de pessoas.
Lord May of Oxford, ex-cientista-chefe do governo e ex-presidente da Royal Society foi mais radical: “Eles afirmam que eles estão fazendo isso para ajudar a desenvolver vacinas e afins. A verdade é que eles são movidos pela ambição cega, sem qualquer senso comum” , disse Lord ao The Independent.
O renomado virologista Simon Wain-Hobson, do Instituto Pasteur de Paris elogiou o estudo como uma “fabulosa obra de virologia”, mas alerta que eles não pensaram mais de alguma porção de vezes antes de conduzir o estudo, o que é preocupante. E acrescentou que o estudo não fornece base nenhuma para o desenvolvimento de vacinas.

Pois é, conduzir um estudo como esse em uma época onde os casos de H5N1 aumentam a cada dia é, no mínimo, perturbador. A julgar pela intenção dos pesquisadores, ninguém no momento sabe se foi boa ou duvidosa. Vamos ser otimistas e julgar pelo lado bom, pois, querendo ou não, eles alertaram sobre a possível mutação do vírus e o perigo que impõe à saúde das pessoas.

Leia mais em The Independent e em Hype Science.

Sobre Anita Burgan

Anita Burgan é uma bióloga que continua a cada dia mais fascinada com esse mundo que nos cerca. Gosta de escrever sobre aquilo que lê diariamente, principalmente assuntos relacionados à biologia e ao meio ambiente. Fã de uma generosa caneca de café (misturado com água, [estranho hábito que seus amigos reprovam]), de bons livros e de conversas aleatórias. Possui peculiaridades, como medo de louva-a-deus, adoração por pipoca com chocolate, além da capacidade de imitar a Marília Gabriela!

Publicado em maio 7, 2013, em What's up? e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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