Crustáceos sentem dor SIM ao serem COZINHADOS VIVOS

Você também sente revolta, pena, dó de ver as lagostas nos tanques do mercado, com as pinças amarradas por uma algema de plástico, imóveis de medo, esperando para serem escolhidas para o abate? E o fato de serem colocadas vivas em uma panela de água fervente para que morram [de maneira sofrida] só para preservar a textura de sua carne?

Sempre que vou ao supermercado me pego observando o tanque das lagostas. É triste ver os bichinhos com suas mãos atadas em um ambiente apertado, com medo dos olhos que os observam. Ainda não temos certeza se os animais são, realmente, irracionais. Que não têm sentimentos “humanos”, apenas instintivos. Dia após dia nos surpreendemos com feitos humanos de muitos animais.

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Um estudo realizado pelo pesquisador de comportamento animal Robert Elwood, da Universidade de Belfast, comprova que os crustáceos sentem dor ao serem jogados vivos em água fervente.

O experimento foi conduzido através de estímulo-resposta. O crustáceo utilizado no estudo foi o Pagurus bernhardus, carinhosamente chamado de Bernardo-eremita. Esse bicho habita conchas abandonadas e as usa para se proteger de predadores. Eles foram expostos a duas conchas: uma que eles gostam mais e outra que não é tão procurada. Ao escolherem e chegarem nas conchas que eles mais gostam, um choque era dado no bicho. Após isso, novamente eles eram colocados colocados à prova. Porém, ao invés de irem para a concha que de sua preferência, eles escolheram a outra, contrariando seus extintos para não sentirem dor.

De acordo com Elwood “Estamos nos comportando de forma ilógica ao termos leis que protegem ratos da crueldade, mas não os crustáceos”.

No âmbito culinário, é tradicional colocar os bichos vivos na água fervente para preservar a textura da carne

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O objetivo não é proibir o consumo de crustáceos, mas mudar as técnicas culinárias. Ninguém precisa abdicar do consumo de carne, pois as proteínas de origem animal são fundamentais para a dieta dos seres humanos. Mas vamos prestar mais atenção nos locais onde comemos esse tipo de carne. Vamos procurar saber como são preparados os alimentos e, o mais importante, como são tratados os animais que nutrem nosso organismo. Sejamos responsáveis para buscar saber a origem da nossa comida, porque convenhamos que o fato de saber que o bicho agoniza dentro de uma panela de água fervente para algum tempo depois degustar a sua carne, sem qualquer remorso, é perturbadora. Cada um com a humanidade que lhe convém. A minha não tolera isso.

Leia em RevistaGalileu e assista esse vídeo para tirar suas próprias conclusões

Sobre Anita Burgan

Anita Burgan é uma bióloga que continua a cada dia mais fascinada com esse mundo que nos cerca. Gosta de escrever sobre aquilo que lê diariamente, principalmente assuntos relacionados à biologia e ao meio ambiente. Fã de uma generosa caneca de café (misturado com água, [estranho hábito que seus amigos reprovam]), de bons livros e de conversas aleatórias. Possui peculiaridades, como medo de louva-a-deus, adoração por pipoca com chocolate, além da capacidade de imitar a Marília Gabriela!

Publicado em agosto 10, 2013, em 4 a Better World e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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