O fóssil que reescreveu ~e bagunçou~ a história evolutiva do homem

Quem gosta de explorar a história evolutiva sabe o quão é importante o estudo dos fósseis. É devido aos pedaços de ossos, excrementos, pegadas, à essa marcas deixadas pelo passado que hoje temos uma ideia de como fora nosso mundo no início e de como apresentamos a aparência e as capacidades que temos hoje.

Pois bem, foi um fóssil que mostrou nosso ancestral, de como evoluímos até esse mecanismo tão fantástico de abrir e fechar a boca, no movimento da mastigação. E é um fóssil, hoje, que nos mostra que essa origem tem outro ancestral.

Faltava um galho  na árvore evolutiva do esqueleto ósseo. Foi aí que a descoberta de um peixe primitivo, com um pequeno crânio, mas ainda assim bem arranjado e complexo, e com ossos mandibulares.  As implicações disso põem por terra um dos maiores fatos com relação aos peixes ósseos: que eles não adquiriram o esqueleto de forma “ocasional”, mas que herdaram dos placodermos, e que os tubarões e arraias, ao invés de arquetípicos vertebrados, com o tempo foram perdendo as gigantescas e pesadas placas ósseas.

Esse peixe descoberto, nomeado de Entelognathus primordialis, era um placodermo, que viveu no Siluriano tardio, entre 423 e 416 milhões de anos, nos mares da China. Era muito menor que os placodermos que estamos acostumados a estudar, pois media 20 centímetros de comprimento. Possuía a pesada couraça pelo corpo e a cauda escamosa, mandíbula sem dentes e olhos minúsculos.

Entelognathus

A equipe responsável pelo achado, em um primeiro momento ficou surpresa com a característica do animal, e logo após o aparecimento das outras implicações, estática. Um dos membros da equipe diz que “De vez em quando nos confrontamos com espécimes de cair o queixo como Lucy, a Australopiteco, ou os primeiros vestígios de um dinossauro emplumado chinês, provocando uma torrente de novas informações que esclarecem enormemente nossa visão sobre um passado distante e com frequência nos força a repensar o que achávamos saber sobre a evolução e que agora o pequeno Entelognathus figura nas mais extraordinárias descobertas fósseis.

Esperamos pela atualização dos nossos tão queridos e estimados livros de ciências e biologia!!

Leia mais detalhes em Nature

Sobre Anita Burgan

Anita Burgan é uma bióloga que continua a cada dia mais fascinada com esse mundo que nos cerca. Gosta de escrever sobre aquilo que lê diariamente, principalmente assuntos relacionados à biologia e ao meio ambiente. Fã de uma generosa caneca de café (misturado com água, [estranho hábito que seus amigos reprovam]), de bons livros e de conversas aleatórias. Possui peculiaridades, como medo de louva-a-deus, adoração por pipoca com chocolate, além da capacidade de imitar a Marília Gabriela!

Publicado em setembro 27, 2013, em What's up? e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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