Elefantes africanos em vias de extinção

É isso mesmo, meus caros. Especialistas alertam para o risco de extinção dos nossos adoráveis elefantes africanos.

Nos últimos anos, a África experimenta a dura realidade do desaparecimento de espécies. O alvo da vez é o elefante africano. A cada semana, centenas de elefantes são mortos por caçadores bem armados, motivados não só pelo marfim, mas também pela carne e por partes do corpo do animal. Segundo estimações recentes, restam entre 410 e 650 mil elefantes na África, o que representa um declínio de mais de 50% nos últimos 35 anos. O  Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal revela que aproximadamente 30 mil elefantes foram mortos no ano passado.

ImageFoto: Juniors Bildarchiv/Alamy

Foi devido à essa situação que o pesquisador Dr. Mike Chase foi motivado à iniciar o projeto “Elefantes sem Fronteiras” (Elephants Without Borders), que tem por objetivo fazer um censo dos elefantes africanos. O projeto iniciará em fevereiro do próximo ano e será constituído por uma equipe de 46 pesquisadores e 18 aeronaves. Já adiantado, o Dr. Chase informou resultados preliminares, dos quais revelam que a população de elefantes africanos diminui de maneira colossal com o passar dos anos. Em 2003 ele sobrevoou um parque e contou 2.000 animais. Uma década depois, em outubro deste ano, ele sobrevoou o mesmo parque e contou 33 elefantes e 55 carcaças.

Para a primeira fase do projeto, para o ano de 2014, os cientistas pretendem sobrevoar 13 países da África Sub-Saariana, onde vivem 90% dos elefantes africanos. Na segunda fase, para 2015,  está prevista a organização dos dados, onde constarão, além da distribuição e do alcance, os lugares onde a população está aumentando.

O anúncio da pesquisa resultou em um plano/pacote de medidas emergenciais para impedir o comércio ilegal do marfim. Aderiram à este plano os países que “fazem parte” do processo, ou seja, os países de onde se obtém o marfim, os envolvidos no contrabando e aqueles que recebem o marfim. São eles Quênia, Gabão, Níger e Zâmbia (origem); Vietnã, Filipinas e Malásia (rota de contrabando); e China e Tailândia, (destino). O pacote também inclui medidas para o envolvimento da comunidade que vive com os elefantes, para que se tomem consciência e protejam os animais, além de ações para o fortalecimento da legislação ambiental nacional, no que se refere à aplicação de penas para crimes ambientais.

Chase declara que “se não podemos salvar os elefantes africanos quais são as esperanças em salvar o resto da vida selvagem africana?”

Leia mais em The Guardian.

Sobre Anita Burgan

Anita Burgan é uma bióloga que continua a cada dia mais fascinada com esse mundo que nos cerca. Gosta de escrever sobre aquilo que lê diariamente, principalmente assuntos relacionados à biologia e ao meio ambiente. Fã de uma generosa caneca de café (misturado com água, [estranho hábito que seus amigos reprovam]), de bons livros e de conversas aleatórias. Possui peculiaridades, como medo de louva-a-deus, adoração por pipoca com chocolate, além da capacidade de imitar a Marília Gabriela!

Publicado em dezembro 5, 2013, em 4 a Better World, What's up? e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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