Conheça o Pika: ele come “papel”, faz cocô e…come de novo!

O aquecimento global está aí. É um fato, apesar de negado diversas vezes por muitos conspiradores estudiosos. Grande parte dos biólogos conservacionistas veem o aquecimento do planeta como um ultimato às espécies que dependem do frio, como os grandes mamíferos e uma infinidade de plantas.

A espécie Ochotona Minor, conhecida como Pika, é um valente mamífero que pode ser capaz de sobreviver ao aquecimento do planeta, graças à uma fonte primária de alimento um pouco “rara”.

Foto: RyanPhotografic

Esses animais são típicos do frio, dos alpes americanos. São parentes de coelhos e lebres, da ordem lagomorfa. Eles possuem um metabolismo bem elevado, produzindo calor necessário para passar mais de dois dias em temperaturas que poderiam matá-los (25.5º C).

Um estudo descobriu que os pikas de altitudes mais baixas são capazes de prosperar em um planeta em aquecimento, adaptando seu comportamento.  A intrigada estudante Johanna Varner ficou tão fascinada ao ouvir os relatos desses animais que resolveu investigar. Nas montanhas, onde eles comumente são encontrados, os pikas passavam apenas 3 meses sem neve, enquanto nas baixas altitudes , a neve dura menos de 3 meses. Como eles sobreviveram ao clima da baixa altitude? Essa foi a pergunta chave para Varner iniciar sua pesquisa.

Nas observações, ela e seus companheiros constataram que os animais se alimentavam unicamente de musgos, que são uma fonte de alimento muito pobre, com baixos nutrientes. “Mamíferos normalmente não pode comer grandes quantidades de musgo porque é um alimento de baixa qualidade. Trata-se de 80 por cento de fibra, que é o mesmo que comer papel”, diz Varner.

Mas não é só isso.

Os pikas têm o hábito da coprofagia, que é um termo elegante para o hábito de comer cocô! Isso mesmo. Além do cocô “normal”, bolinhas durinhas e pequenas, os pikas também excretam pelotas cecais, que são maiores e mais úmidas que seu cocô. Essa mistura constituída de musgo e micróbios intestinais pré-digeridos são deliciosamente consumidos pelos próprios animais, pois compõem sua dieta.

“É a mesma ideia de uma vaca ruminando, a diferença é que eles usam o outro lado para produzir seus nutrientes”, diz Varner.

Leia em National Geographic

Sobre Anita Burgan

Anita Burgan é uma bióloga que continua a cada dia mais fascinada com esse mundo que nos cerca. Gosta de escrever sobre aquilo que lê diariamente, principalmente assuntos relacionados à biologia e ao meio ambiente. Fã de uma generosa caneca de café (misturado com água, [estranho hábito que seus amigos reprovam]), de bons livros e de conversas aleatórias. Possui peculiaridades, como medo de louva-a-deus, adoração por pipoca com chocolate, além da capacidade de imitar a Marília Gabriela!

Publicado em dezembro 19, 2013, em Funny Time, What's up? e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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